segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Avião em troca da senhora? Mau negócio...

Já há uma semana talvez vi nas notícias que estavam a formar agentes da GNR na bela arte de negociar com criminosos. Não sei porquê mas juntar as palavras GNR e negociar na mesma frase faz-me lembrar suborno, partidas estranhas que a mente nos prega.

Ora bem, não querendo criar estereótipos, a grande maioria dos GNR são uns senhores de bigode e barriga proeminente cujos níveis de inteligência deixam algo a desejar. Como tal penso que as capacidades para tratar de um negócio cuja moeda de troca são na maioria das vezes a vida de reféns inocentes poderá ser algo reduzida. "Ah mas não são todos iguais", eu sei que não mas estereotipar é giro. O único sítio onde já vi um GNR negociar com arte e mestria foi num bar, no qual em troca de algumas minis fechava os olhos a algumas irregularidades que à sua volta aconteciam. Bom negócio para o dono do estabelecimento e também para o senhor agente cuja alegria passado alguns minutos estava bem patente nos seus olhos. Com certeza que de seguida até foi desempenhar melhor a sua profissão de tanta alegria que sentia.

Ora a minha sugestão era a seguinte: Que tal contratar daqueles senhores que andam a vender rosas nas ruas, vulgo "quéfrô". Esses senhores sim, possuem as qualidades e capacidades necessárias para negociar com eficácia e eficiência seja com quem for. Não é por mero acaso que existem há muitos anos pelas nossas ruas sem precisar de inovar no negócio (fora as coroas de brilhantes e os adereços temáticos pela altura do Natal) e continuam a vender mesmo com a crise. É certo que à custa da ilusão de que uma simples rosa permitirá a entrada em zonas femininas possivelmente interditas como se de um suborno ao porteiro se tratasse. Também vive à custa da quantidade de álcool que navega no sangue da grande maioria dos portugueses. Mas também um assaltante que arrisca a vida e uns anos na cadeia para roubar meia dúzia de tostões também não está na posse das suas capacidades mentais, condições ideais para o negociador ter sucesso. Mesmo que o criminoso pense que está a fazer um óptimo negócio, o "quéfrô" vai ficar sempre a ganhar. "Liberto a senhora se me derem um avião!" Mau negócio para a polícia, a meu ver o avião vale mais. Com os negociadores que sugiro o larápio conseguiria no máximo um papagaio de papel em troca da mesma senhora.

Ou então chamem os GOE e dêem-lhes carta branca... mais divertido certamente!

sábado, 20 de setembro de 2008

People are strange when you're a stanger


Perante a nossa sociedade encontramos pessoas estranhas, quer dizer quem sou eu para achar alguém estranho, o mais provável é sermos assim por causa da estranha sociedade em que estamos.

Um simples exemplo da estranheza que me quero referir a GRANDE LEI do Tabaco em Portugal!

Isto começou há uns anos cinco talvez, ou então não, também não estou para pesquisar, estava eu então a dizer que há uns cinco anos alguém teve uma ideia luminosa em relação ao tabaco. Uma ideia que se baseava no seguinte vamos estragar toda a estética de um belo maço de tabaco para lá por “Olhe meu senhor fumar mata”, “Olha tu que compras-te agora este maço não fumes, porque isto é um vicio…”, “Olha fumar põe a pele feia, ficas com rugas é chato!”, “Epá fumas? então para levantar isso só com uma grua”. Eu acho que esta medida foi sensacional viu-se que o consumo de tabaco curiosamente não diminui….porque será?

Na minha modesta opinião seria muito mais vantajoso colocar, “nós Estado ganhamos milhões de impostos com a venda disto que vos mata” , acho que aí o povo a que todos nós pertencemos pensava “O que é para o estado? Então não pago! Era só o que mais faltava”


Mas ainda bem que chegou 2008 com uma nova lei, que vai acabar definitivamente com os fumadores passivos! Porque a lei permite que numa mesa de um estabelecimento não seja permitido fumar mas sim noutra a 30cm de distancia o fumo seja permitido, isto tudo porque existem umas maquinas do futuro que fazem o fumo desaparecer, tal e qual um truque do Luís de Matos, puff e o fumo dissipa-se….mas pronto, esta lei ao menos já fez diminuir o consumo de tabaco. Mas também será que foi esta lei que fez diminuir o consumo de gasolina? O consumo de todos os bens que não são de primeira necessidade? Foi esta lei que fez educar tanto as meninas grávidas e os pais com crianças pequenas pertinho deles a não fumar? O que será melhor? Punir ou educar? Ou vão por essas máquinas com poderes mágicos na casa de cada pessoa? Ou uma criança menor pode-se defender do pai que manda o fumo para cima dela? Poder pode, claro que depois leva um par de chapadas do típico pai português ao som de “já a pulga tem catarro”, o problema é mesmo esse o pai está a encher a pulga de catarro…


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

2ª Infância aka 3ª Idade

Muito se diz e se escreve sobre esta faixa etária que irá no futuro dominar o mundo, devido ao constante aumento da esperança média de vida e do também constante decréscimo na taxa de natalidade. O "pré-conceito" de respeitar as pessoas mais velhas só por serem mais velhas a mim parece-me um bocado despropositado. Eu respeito as pessoas se eles merecerem o meu respeito não por serem mais velhas que eu ou por estarem a poucos anos do caixão. "Ah porque as pessoas mais velhas são muito sábias". Algumas até o são mas a maior parte vive na companhia de um senhor alemão chamado Alzheimer ou dos seus primos e sobrinhos cujo nome não é estabelecido mas que também moiem. Eu tenho avós e respeito-os, não por serem da minha família nem por serem velhos mas sim porque merecem pois foram e são boas pessoas. Agora se o Hitler ainda fosse vivo nos seus 119 anos de sabedoria e vivência será que diziam na sala de espera das urgências "Cede lá o lugar ao senhor que é velhinho e está doente"? Não me parece...
Existem inúmeras coisas que me irritam (e penso que a toda a gente) nos velhos. ("diz antes idosos ou pessoas de idade que é menos ofensivo" aconselha aqui o anjinho do meu ombro direito... anjinho hipócrita da merda). Passo a descrevê-las então:

Arranjam sempre maneira de estar na caixa multibanco mais próxima quando estamos com pressa. E claro que não estão apenas a levantar dinheiro ou consultar o saldo, estão sim a fazer o pagamento das contas do mês inteiro, retiram e colocam cartão e voltam a retirar. E fazendo isto tudo claro com toda a calma do mundo como se não se aproximassem a paços largos do fim da sua existência. Eu compreendo que seja complicado para eles e que a capacidade de compreensão e raciocínio não seja a mesma claro que compreendo e não levo a mal (a não ser quando parece proposítado) mas que me irrita lá isso irrita e quem disser o contrário é tão hipócrita como o anjinho do meu ombro.

Atravessam a estrada onde e como bem lhes apetece sem olhar para lado nenhum, carregando sacos ou mesmo de muletas, mais uma vez com a maior calma do mundo como se o facto de terem vivido 3/4 de século fosse razão suficiente para ganharem um estatuto de intocáveis na estrada quase numa ilusão de invencibilidade. Aqui é sempre giro buzinar e ver a sua reacção que varia desde a velhinha mais querida que se torna num bicho possuído cuspidor de vernáculo como se a razão não fosse nossa, ou então a completa ausência de reacção, talvez por nem estarem para ter trabalho em responder ou pedir desculpa ou apenas por terem o aparelho auditivo desligado.

Transportes públicos é outro dos locais onde é curioso observar o comportamento das pessoas nesta faixa etária. É sabido que há bancos prioritários para pessoas idosas, cuidadosamente posicionados junto a saída. Acho obviamente muito bem! Agora eu não tenho cá culpa de haver mais velhos do que bancos para eles destinados, e se há coisa que eu detesto é começarem a olhar para mim de lado a sussurar entre dentes "esta juventude... não há respeito pelos mais velhos" fazendo pressão para eu perguntar "quer-se sentar a senhora?" (sim é quase sempre uma senhora, já que o velho português é rijo e aguenta só para não dar parte fraca). Olha aqui estragam tudo, porque eu até podia estar com vontade de ceder amavelmente o meu lugar mas após tais observações como se fosse a minha obrigação podem ter a certeza que vou ficar sentado e fazer questão de demonstrar toda a minha satisfação na qualidade do assento. Isto mesmo tendo a velha 2 cotos, surda cega e com gases.

Cusquice... Algo presente em todas as mulheres desde a nascença (ou mesmo a concepção) e que ao contrário de todas as outras "faculdades" vai aumentando ao longo da idade como se de um poder incontrolável se tratasse. Toda a gente conhece a velha sentada a janela, toda a gente tem ou teve uma no prédio. A velha que vai a porta olhar pelo óculo quando algum vizinho abre a porta. A velha ou grupo de velhas normalmente sentadas num café que suspendem a sua conversa e por vezes até a respiração para ouvir a conversa da mesa do lado. A velha da sala de espera das urgências que se queixa de dores que apelida carinhosamente de pontadas. Toda a gente já teve encontros com estas pessoas e irritou-se com isso. Quem diz que não está a mentir com quantos dentes tem na boca... a não ser que também já não os tenha.

Na estrada... Bem aqui há pouco a dizer pois está a vista de todos, desde entrarem em contra mão na autoestrada a não fazerem ideia do que a maioria dos sinais de transito representa. Nem eu que tirei a carta há pouco tempo me lembro de todos, quanto mais alguém encartado há 50 anos. Não se pode acusar de conduzirem depressa isso é algo que temos que admitir, mas conduzir a 20 km/h na cidade, parar nos verdes, não respeitar traços contínuos e pura e simplesmente não reagir quando buzinámos quando se estão a aproximar demais da nossa faixa é algo que não se podem orgulhar. É urgente uma bateria de testes a realizar a partir de uma certa idade, mas testes rigorosos, quem não é capaz não conduz e mais nada. Anda de transportes públicos que até têm assentos reservados e tudo...

Bem penso que já está tudo. Espero não ter ferido susceptibilidades pois apenas digo o que todos pensamos. Agora se com isto se pode concluir que eu não respeito as pessoas de idade avançada... penso que não, apenas não respeito as pessoas no geral.

P.S. - Ah e tudo isto devido ao facto de ontem ter sido atropelado um idoso que tentava, inspirado pelos jogos paraolímpicos, atravessar uma estrada nacional com o auxílio das suas canadiadas, vulgo muletas. E pronto não deu medalha de ouro não...

O que se passou com o AIG?

A Reserva Federal dos Estados Unidos da América anunciou um empréstimo de 85 mil milhões de dólares para evitar a falência da seguradora AIG, a maior do mundo. Em retorno, o governo assumirá o controle de quase 80% das acções da empresa e a gestão dos negócios do grupo.

O que se passou realmente com o AIG?

"A seguradora American International Group (AIG) foi fortemente afectada pela crise no mercado de crédito que vem sacudindo os mercados financeiros há pouco mais de um ano. O principal negócio da empresa é vender seguros, mas não apenas para pessoas comuns que compram os seus serviços, como seguro imobiliário.

A companhia também fornece serviços para grandes empresas, especialmente bancos. Ao fazerem grandes operações, os bancos contratam seguradoras, como a AIG, para socorrê-las no caso de seus negócios darem errado.

A AIG estava sob forte pressão financeira depois de ter registrado perdas em três trimestres consecutivos que totalizaram 18,5 mil milhões de dólares.

O rombo está directamente ligado a problemas relacionados com o mercado de crédito imobiliário, já que a empresa desempenhava um papel importante ao proteger um numero muito elevado de instituições financeiras em todo o mundo contra riscos.

Apesar de ser uma empresa bem-sucedida, os lucros da AIG estavam bloqueados em negócios e investimentos que não são fáceis de vender ou difíceis de avaliar. Para sobreviver, a seguradora precisava de dinheiro urgentemente e a Reserva Federal foi a única entidade preparada para prestar auxílio."

in bbc.co.uk





Estudos Matemáticos de Elevadíssimo Interesse


Agora faço eu a seguinte questão:

Esta brincadeira da nacionalização do AIG que implicações é que terá na carteira do americanos, ou seja, com quanto é que cada americano vai contribuir para a operação de salvamento / operação de nacionalização do AIG? Ora vejamos...

85 000 000 000 USD

303 007 997 habitantes

85000000000/303007997 = 280,52 USD por cada habitante

Ou seja, tendo em conta que o empréstimo da Reserva Federal tem a duração de dois anos, cada habitante americano investirá em cada ano qualquer coisa como 140,26 USD o que representa apenas 11,69 USD por mês. Uma ninharia... Em prol de quê? Da Salvação da Economia Mundial!

De facto o povo americano é inigualável no que toca ao altruísmo!

Imaginem se o grupo Sonae tivesse o mesmo tipo de dificuldade e o Banco de Portugal decidisse auxiliar com uma maquia de igual valor proporcional para evitar a falência do grupo?

Certamente já teria caído o "Carmo e a Trindade" porque estariam a tentar "Meter o Rossio na Rua da Betesga" e não se falaria noutra coisa senão que "lá está o governo a roubar-nos outra vez"...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Originalidade da Imprensa Nacional

Quando pensei em escrever sobre a derrota do Sporting Clube de Portugal em Camp Nou diante do Barcelona, na jornada de estreia da Liga dos Campeões, lembrei-me da famigerada crise que rebentou no sector financeiro e do seu mais recente episódio com o maior grupo segurador mundial, o AIG (American Internacional Group).

O que motivou a mudança de planos para a elaboração da literatura do dia de hoje foi a manchete do jornal Correio da Manhã (CM). De facto a referida manchete encheu-me o olho, não pelas ilustrações de excelente qualidade do jogador português Cristiano Ronaldo que actua no Manchester United (patrocinado pelo AIG), mas sim pelo rigor com que o referido meio de comunicação social conseguiu em apenas seis palavras explicar de forma clara e precisa o que realmente se passou e está a passar com a dificuldade de obtenção de crédito por parte do grupo AIG para a obtenção de financiamento de 85 mil milhões de dólares para cumprimento de obrigações num curtíssimo prazo.

“Portugueses fogem das apólices de Ronaldo”

Apesar de o cenário se apresentar realmente preocupante pela falta de liquidez de tesouraria no curto prazo por parte do “gigante americano”, o CM dramatiza a situação e transmite a ideia que a população portuguesa se encontra a efectuar a prova olímpica da maratona, de forma a tentar fugir de meia dúzia de folhas relativas à protecção do craque português, ao invés de explicar convenientemente o que a volatilidade dos mercados financeiros que têm afectado várias instituições financeiras nos E.U.A. e que nos últimos dias afectou o AIG.

Não foi só o assunto relativo às apólices do Ronaldo que me chamou à atenção…

O facto de o nome de Cristiano Ronaldo surgir mais de uma dúzia de vezes no interior do jornal aflige-me! Especialmente quando as informações que transmitem sobre o craque são deste gabarito:

“O Ronaldo não é viciado em sexo”

Letizia Filippi, a actual companheira de Cristiano Ronaldo vem a público desmistificar o que muitas pessoas julgavam já ser um dado adquirido.

Adiantou ainda:

"Não me parece que isso seja verdade. O Ronaldo é um rapaz querido, engraçado e cavalheiro”

"Ele liga-me todos os dias e acredito que eu seja a primeira mulher que ele realmente ama. Ainda não sei se estou verdadeiramente apaixonada por ele, mas sei que gosto muito de estar perto do Ronaldo”

"Ele chama-me Amorinio, que quer dizer amorzinho e eu chamo-lhe bebé. Ele ri-se e responde-me: Eu não sou nenhum bebé!"

De facto o nome Ronaldo está na moda e tanto pode ser utilizado para identificar uma marca associada a uma empresa, como surge associado a qualquer actividade extra-profissional que o jogador pode eventualmente efectuar.

O que eu de facto gostava de ver era a imagem do Cristiano Ronaldo nas caixas azuis, na entrada das farmácias com as seguintes inscrições:

“Preservativos Ronaldo”

“Até no rabo é em Saldo”

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Aparição do Biugo

Alertamos que a história seguinte é pura realidade, qualquer semelhança com a ficção é apenas coincidência.

Era uma noite fria, escura e chuvosa. Era uma noite como qualquer outra noite. Era uma noite de tempos passados à caça de gambozinos (...) . Éramos 6 como sempre, nem sempre, mas dessa vez estavam lá todos para testemunhar o grande acontecimento do século.
Era tarde, era domingo, e o cesto dos gambozinos estava vazio, havia algo nas matas que os afugentara nessa noite!
Nada se ouvia. Nem as árvores rangiam nem as folhas caídas eram pisadas ao longe. Tudo era paz nessa noite, uma paz que naquele local era terror. Subitamente o silêncio foi interrompido por um grasnar que a uma garça se assemelhava! Com um misto de terror e de surpresa, olhámos em frente e exclamámos, "Ena pah, cu'a breca!!!", e ali estava ele, impávido e sereno, de olhar meigo e gentil como se não nos quisesse mal, como se nutrisse por nós algo mais do que nós podíamos compreender.
Era pequeno, mas a sua presença enchia a clareira, terrestre ou não, deste mundo ou do outro estávamos perante o BIUGO. Era uma aparição, não da nossa senhora, mas nós, tal como os pastorinhos ouvimos tudo o que ele tinha para nos dizer, e finalmente incumbiu-nos de uma missão. Missão essa que consiste basica e simplesmente em dizer mal de tudo e de nada, adoptar uma postura extremamente critica e ridicula perante a sociedade e perante tudo aquilo que nos rodeia até ao fim da nossa existência.
Após alguns tempos de maturação de ideias ridículas e pensamentos obscenos, materializámos agora este cantinho onde poderemos por em practica a missão que nos foi incumbida por aquele divino ser.
Qualquer semelhança que o leitor poderá vislumbrar com algo levemente assemelhado a "qualquer coisa" é pura coicidência. A ver vamos como dizia o invisual...

NOC & IFT