O manguito
Mais uma vez venho aqui de falar de assuntos cujo o interesse para a sociedade vale zero.
Venho falar desta vez sobre a origem desse belo gesto feito com a nossa mão que serve para expressar o grande desagrado com alguém ou alguma situação. O Manguito!
Primeiro que tudo vamo-nos concentrar no manguito em si. Consiste em fechar a mão e esticar apenas o dedo do meio formando assim uma forma obscena que faz lembrar órgão genital masculino. Ora bem... quem foi a mente doente que descobriu isto? Quem, no seu perfeito juízo, utilizou o seu membro para simular o outro membro? Remontará a que século esta descoberta? Haverá registos pré históricos? Eu fiz o trabalho sujo e investiguei e descobri pouco. Há quem diga que surgiu no império Romano, identificado como "digitus impudicus" em manuscritos da época. Já dizia o Obélix que aqueles romanos eram doidos.
Ao longo da nossa vida vamo-nos deparando e sendo alvo em diversas ocasiões com o manguito de certos e determinados indivíduos. Para os mais atentos, é notória a existência de dois tipos distintos de manguito. O primeiro, mais másculo, mais comum também, é o mais utilizado pelos taxistas por exemplo e faz transparecer mais raiva e indignação que consiste num punho fechado apenas com o dedo indicador esticado. O segundo, por seu lado não é utilizado para ofender mas sim para fazer pirraça. O preferido das gentes mais cultas que consiste na mão aberta encolhendo todos os dedos menos o do meio.
O manguito tem várias qualidades. Primeiro que tudo está ao alcance de toda a gente, menos dos manetas que, mesmo assim, poderão exibir o seu coto que as pessoas entenderão certamente a intenção. A situação em que mais é utilizado é sem dúvida no trânsito, situação em que na segurança dos nossos carros e devido a dificuldade de comunicação com os outros utilizamos a língua gestual para marcar a nossa posição. Ninguém faz um manguito numa discussão cara-a-cara porquê? Eu gostava de ver.
Mas se todos pensarmos realmente e profundamente no assunto torna-se bastante ridículo. Porque hei-de me ofender com um dedo esticado? É uma pergunta que deixo no ar...
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